Esta teoria proposta por Carlos Byington descreve a interação de quatro padrões arquetípicos na formação histórica da Consciência Coletiva de qualquer povo ou cultura.
Modificando a conotação evolucionista de Bachofen, de que o matriarcal precedeu o patriarcal na cultura, a qual foi trazida para a perspectiva arquetípica por Erich Neumann, Byington retoma o estudo da relação entre os Arquétipos Matriarcal e Patriarcal baseando-se na idéia de dominância arquetípica e introduz a dimensão simbólica dos Arquétipos da Alteridade e da Totalidade, acrescentando-os ao desenvolvimento da Consciência Individual e Coletiva.
O Mito Cristão, no Ocidente, e o Mito do Buddha, no Oriente, ilustram, nesta teoria, a expressão histórica da relação dialética dos opostos pela compaixão, a qual é característica do Arquétipo da Alteridade.
A tensão entre estes quatro arquétipos fundamentais da Consciência Coletiva é um fator básico para se compreender as principais aspirações e disfunções socioculturais da modernidade, como, por exemplo, o consumismo, o terrorismo e a globalização. |